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Ergonomia

Wisner (1972) define a ergonomia como “o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e de eficácia”.

Esta definição ressalta o carácter interdisciplinar da ergonomia, na medida em que ela busca referencial teórico na fisiologia do trabalho, neurofisiologia, psicologia cognitiva e sociologia do trabalho, entre outras disciplinas das ciências humanas e da saúde. A definição de Wisner caracteriza, também, o que se poderia chamar de engenharia ergonômica, uma disciplina com abordagem própria da engenharia, que busca a produtividade do sistema através da segurança, do conforto e da satisfação do homem em sua atividade de trabalho.

O termo “ergonomia” foi empregado pela primeira vez em 1857, pelo polonês W. Jastrzebowski, que intiulou uma de suas obras como “Esboço da ergonomia ou da ciência do trabalho baseado sobre as verdades adquiridas na ciência da natureza”. Em 1949, quase cem anos mais tarde, um engenheiro inglês K.F.H. Murrel, definiu de forma mais precisa esta disciplina científica, criando na Inglaterra a primeira sociedade de ergonomia, a Ergonomic Research Society, congregando psicólogos, fisiólogos e engenheiros, interessados nos problemas de adaptação do trabalho ao homem.

A engenharia humana, como é denominada a ergonomia nos EUA, desenvolveu-se inicialmente nos âmbitos militares e espacial, atingindo hoje todos os setores da atividade produtiva americana, em particular aqueles relacionados aos serviços de informação.

A ergonomia está instalada também em países em processo de desenvolvimento industrial, como o Brasil, que desde o início dos anos 80 conta com sua Associação Brasileira de Ergonomia -ABERGO-. Ela congrega profissionais e promove bi-anualmente um congresso sobre os avanços desta disciplina no contexto científico nacional.

De uma maneira geral, a ergonomia pode ser classificada, segundo seus objetivos, áreas de atuação, domínio, etc.

Escopo da Ergonomia
Domínio de atividades
Objetivos
Atuação
Ergonomia Física Ergonomia de concepção Ergonomia de produto
Ergonomia Cognitiva Ergonomia de correção Ergonomia de processo

As atividades humanas sempre têm uma componente física e outra mental, motivando assim duas especialidades bem nítidas da ergonomia; a física e a cognitiva. Essa última especialidade tem por domínio, o conjunto de atividades mentais dos sujeitos engajados na realização de uma tarefa. Ela se aplica especialmente no caso da tarefa informatizada, onde os processos cognitivos da atividade são preponderantes.

 

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