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A segunda leva do conjunto já estava acontecendo e ... Nada. Pocha!... Será que Zé não vai conseguir ninguém? Zé começou a olhar aquela moça rejeitada com bons olhos, mas... _caramba ela é muito feia, vai pegar mal pra mim. Como começou a terceira e última leva de músicas, pensou : _no
final todos se abraçam e confraternizam ao som da marchinha de
Cidade Maravilhosa, quem sabe posso tirar umas casquinhas e ainda me dar
bem. Mesmo que seja com aquele “trojão”. Paqueras e
olhadas, desta vez indiscriminadamente, _afinal, não posso queimar estes últimos cartuchos. O conjunto engrenou os acordes de Cidade Maravilhosa. Zé rapidamente se aproximou do “bagulho”, agora como uma linda mulher. Sorriu simpaticamente e todos começaram a se abraçar fraternalmente, ao som do belo Hino. Zé estendeu a mão, e no meio de tanta alegria a jovem fez um sinal com o dedo indicador, agitando rapidamente, de um lado para o outro, num claro sinal de “NÃO”. Não queria se confraternizar com o Zé, que muito puto, com os ouvidos zumbindo devido ao infernal som do encerramento, foi encontrar-se com o amigo, para irem para casa. O amigo falou então que tinha “se dado bem” com a garota que estava no grupo que conhecia, causando ainda mais frustração ao nosso herói. Então o amigo propôs: _Zé, vamos comigo que eu vou levar Clarice em casa e à essa hora é muito perigoso para uma moça andar sozinha no meio da rua. _Foda-se,
( gritou Zé) Zé foi embora muito “puto” e com certeza, aprendendo a lição, e agora vai escolher melhor aonde ir da próxima vez. Cesar
Freitas |