A Grande Mancada
O sujeito entrou em um supermercado e comprou meia dúzia
de coisas a que estava habituado .
Ao se dirigir ao caixa, constatou a enorme fila que teria e de
enfrentar.
Deu um rápida olhada ao
redor e percebeu que lá mais na frente estava uma conhecida vizinha.
Não titubeou e dirigiu-se à
ela confidenciando estar chateado. Afinal, com tão poucas coisas, não seria justo
ficar lá para traz. Sem contar que tinham pessoas que estavam com o número de coisas compradas
em quantidades superior a dez, que era a quantidade limite permitida naquela
fila.
Fez um pequeno acordo e a vizinha ficou com suas
compras e ele ficou próximo ao caixa do lado da saída, esperando que chegasse o
momento de pagar.
Enquanto esperava, viu que havia um outro homem que
também aguardava que a fila andasse por uma situação idêntica à sua.
Trocaram então, impressões e lamentos, enquanto aguardavam.
Os caixas ficavam perto da saída e de lá dava perfeitamente para
se ver a calçada e a rua.
Eis
que surgiram duas mulheres, saias curtas e colante, fumando e
conversando. Uma delas tinha um maço de cigarros e um isqueiro infiados entre os seios.
Foi aí que o sujeito comentou com o homem que estava ao seu
lado:
_Olha só cara... Aquelas mulheres que estão lá na
calçada de vestido preto.... Parecem duas piranhas de carteirinhas...... Qhe pinta heim!...
O homem retrucou:
_Uma é minha irmã a outra minha prima.
O sujeito muito sem jeito, pediu desculpas, e ficou
completamente calado até a hora de ir embora, só falando no momento do
pagamento e saindo completamente desconcertado.
Afinal, porísso existe o provérbio: “Em
boca fechada não entra mosca”.
Cesar Freitas