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Estas são
algumas dicas que evitam que a primeira volta na mini-mota...
não seja a ultima!
1. Lavar o reservatório
de combustivel com um pouco de gasolina de forma a eliminar todo o lixo que
possa estar no interior.
2. Limpar o carburador,
e certificar que este não contém qualquer entupimento ou sujidade.
3. Colocar a agulha na
5ª posição, que é a inferior caso a agulha esteja virada para baixo.
4. Certificar que a
moto tem filtro de ar. Se possível, substituir o original por um de melhor
qualidade.
5. Verifique se os
pneus têm ar. (28lb é uma pressão recomendada para a maioria dos pilotos).
6. Verifique que todos
os parafusos estão devidamente apertados. Nos parafusos da cremalheira e
discos, recomenda-se a utilização de cola especifica para parafusos.
7. Verifique se a tampa
do reservatorio possui um furo para ventilação como forma a evitar o váculo.
(Se necessario, alargar o furo)
8. Verifique se a
corrente está devidamente lubrificada.
9. Ajuste os travões de
forma a que a roda circule livremente. Evitar também que ao travar a roda de
trás bloqueie facilmente. (O bloqueio da roda traseira pode danificar as
molas da embriagem)
10. Utilize uma mistura
preparada manualmente, utilizando um lubrificante de qualidade.
11. Verifique o aperto
dos parafusos do motor, direcção e eixos das rodas.Tenha especial cuidado
para que o aperto das rodas não impeça estas de rodar livremente. Muito
cuidado com os parafusos da direcção, pois têm tendencia para partir/moer.
12.Ligar a moto:
12.1) Verificar se a
torneira do combustivel está devidamente aberta.
12.2) Caso o motor
esteja frio deverá fechar o Ar.
12.3) Puxar a corda do
enrolador no máximo curso num só movimento. (Ao puxar o arrancador deverá
sempre retirar a folga da corda. Caso contrário, o esticão poderá "moer" a
espiral plástica que está no interior).
13. Deixar aquecer o
motor até a rotação baixar. Quando o trabalhar estiver a ficar calmo, voltar
a abrir o ar.
14. Boas curvas!
Perguntas Frequentes:
Que gasolina devo utilizar?
Deverá preparar uma mistura de gasolina sem chumbo
com um bom lubrificante.
Recomenda-se a utilização de uma gasolina com 95
octanas, já que combustíveis de maior indice de octanas são pensadas para
motores com elevadas taxas de compressão, o que não é o caso das minimotos.
A gasolina deverá ser "fresca".
Evite portante utilizar gasolinas guardadas em
recipientes ou misturas já preparadas com algumas semanas.
Qual o óleo ou lubrificante
que devo utilizar?
Qualquer lubrificante destinado á utilização em
motores a 2 tempos será suficiente para responder ás exigências minimas
destes pequenos motores.
No entanto, em motos devidamente rodadas
recomenda-se a utilização de um bom lubrificante sintético ou semi-sintético
como forma de melhorar a performance e reduzir a fricção.
Como devo preparar a
mistura?
Existem várias configurações possíveis para preparar
a mistura, no entanto destacam-se:
1:50 = Uma parte de
oleo por 50 de gasolina. (2% de oleo por litro, ou seja, 20ml)
1:25 = Uma parte de
oleo por 25 de gasolina. (4% de oleo por litro, ou seja, 40ml)
Durante a rodagem o ideal é uma proporção 1:25
Após a rodagem, a proporção poderá ser alterada para
1:50.
Habitualmente as minimotos trazem junto um pequeno
recipiente medidor, que facilita este processo.
Como faço a rodagem á minha
minimoto?
Para a rodagem recomenda-se a utilização de um
bom lubricante mineral ou de um semi-sintético.
A lubrificência dos sintéticos é muito eficiente, o
que poderá atrasar este periodo em que deverá ocorrer um desgaste natural de
alguns componentes.
A mistura deverá ser preparada na proporção 25:1.
Para a rodagem, o ideal será escolher um local plano
com bom piso e sem grandes subidas/descidas.
Nunca acelere a fundo, e evite ao máximo manter
rotações constantes. O ideal será variar as rotações, acelerando,
desacelerando sem ir ao limite.
É aconselhável parar e deixar arrefecer o motor cada
10-15 minutos.
Se a moto "afogar" ou simplesmente deixar de
trabalhar logo após os primeiros minutos, não vale a pena insistir.
O ideal será deixar arrefecer o motor, e mais tarde
retomar a rodagem.
Seguir estas indicações por um periodo de 2-3
depósitos.
Depois, poderá utilizar um lubrificante sintético ao
seu gosto na proporção 50:1.
Em que posição deverá estar
o Ar?
Num arranque com o motor frio, a patilha do Ar
deverá estar para cima. (Ar fechado)
Quando o motor aquece, a patilha deverá ser colocada
para baixa.
Qual a diferença entre um
motor arrefecido a ar e liquido?
Os motores arrefecidos a liquido têm um periodo de
vida mais longo, já que funcionam a temperaturas mais baixas. No entanto,
exigem uma manutenção mais cara, mais cuidadosa e mais dispendiosa.
Em competição, existe ainda uma grande preferencia
pelos motores arrefecidos a ar.
Muitos pilotos afirmam que estes motores são mais
rápidos por terem menos componentes parasitas... (A bomba de água rouba
potencia) ... e serem bastante mais leves. (sem bomba, radiador, tubos,
braçadeiras, reservatorio e agua)
A minha vela está isolada?
Uma vela isolada tem este aspecto:

O aspecto da vela é um sinal do estado de saúde e
afinação do motor.
Aconselho vivamente a visitarem este link:
http://www.nightrider.com/biketech/spkplghnbook.htm#In
Quero mais potencia! O
que preciso de fazer?
Aqui fica uma pequena lista resumida de alterações
que podem melhorar significativamente a performance destas mini-motos:
Carburador -
Quanto maior o carburador (diametro da saída e dos jiglers), maior será a
quantidade de combustível a ser enviado para o cilindro. Um carburador
venturi acelera a passagem do combustivel pelos jiglers e consegue de certa
forma comprimir a mistura.
A instalação de um carburador de qualidade permite
ainda uma afinação correcta e precisa do caudal de mistura ao longo dos
vários regimes de rotação, melhorando ainda mais o consumo e performance nos
diversos regimes.
Lamelas -
Lamelas com muita resistencia (carbono) conseguem vedar com alta eficiência
a admissão, melhorando o estado de pré-compressão do combustivel e evitando
turbulência nos altos regimes, Lamelas mais flexiveis (fibra de vidro)
permite a admissão de mais combustivel ao longo dos vários regimes,
melhorando o desempenho em médias rotações e consequente melhores
recuperações, com alguma perda nas altas rotações.
Janelas - As
alterações a nivel das janelas habitualmente implicam desgastar/cortar/polir
componentes originais da moto, o que interfere com a fiabilidade do motor.
Antes de qualquer operação deste tipo, convém ter consciência das
dificuldades em arranjar peças de substituição.
A alteração das janelas passa por abrir os transfers
por onde o combustivel é canalizado, e polir todo este percurso de forma a
reduzir obstáculos que poderão impedir a passagem de combustível.
Piston - No
piston pode-se fazer duas alterações, que habitualmente são realizadas em
conjunto com as modificações nas janelas.
Pode-se "bolear" o piston, que consiste em reduzir a
secção inferior do mesmo, de forma reduzir o atrito e aumentar a entrada de
combustivel.
Pode-se também alterar o rasgo lateral do transfer,
que resulta num adiantando a admissão.
Escape - Um
escape com uma câmera de expansão devidamente desenhada e calculada as
caracteristicas do motor deverá provocar retorno no momento certo,
imediatamente antes da compressão. Esse efeito de retorno de gases ricos
aumenta significativamente a compressão no interior do cilindro melhorando a
capacidade volumétrica do mesmo.
Embraiagem - Uma
embriagem regulada para agarrar em rotações mais altas permite que o motor
desenvolva alguma potencia antes de arrancar. Isto vai resultar numa maior
aceleração e o motor irá trabalhar mais rápido nas baixas rotações já que
nesse regime a embriagem estará solta.
Transmissão - Quanto maior a cremalheira e menor o pinhão, maior
será a aceleração. Quanto maior o pinhão e menor a cremalheira... maior será
a velocidade de ponta. Quando se faz referencia á transmissão habitualmente
utiliza-se uma "relação". Por exemplo: 6:68 , ou seja, um pinhão de 6
dentes e uma cremalheira de 68.
(costuma ser a mais usual)
Nota:
A transmição é
alterada da seguinte maneira:
Pinhão de ataque
A: Mais dentes
= melhor velocidade de ponta, mas menor
acelaração
B: Menos dentes
= menos velocidade de ponta, mas maior
acelaração
Roda cremalheira
A: Mais dentes
= menor velocidade de ponta, mas melhor
acelaração
B: Menos dentes
= melhor velocidade de ponta, mas menor
acelaração |
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