ORDEM DIPTERA
(di = dois; pteron = asa)
Insetos vulgarmente conhecidos como moscas, mosquitos e mutucas.
Características principais:
Dimensões reduzidas
Armadura bucal do tipo picadora-sugadora, lambedora e não funcional
Cerdas das fossetas antenais (vibrissas)
Dípteros ( 1 par de asas menbranosas no mesotórax)
Balancins ou halteres presentes
Tarsos com cinco artículos
Holometabólicos
Nutrição das formas adultas: néctar de plantas, sangue e outras são predadoras
Morfologia:
Cabeça: móvel e esférica. Olhos compostos (omatídeos) bem desenvolvidos e olhjos simples (3), quando presentes, estão dispostos em triângulo invertido implantado no calo ocelar. As antenas apresentam variação nos diversos dipteros: são formadas por 3 partes - a basal, escapo, a intermediária (pedicelo) e a apical (flagelo), a única que pode ser pluriarticulada. A armadura bucal pode ser picadora-sugadora, lambedora ou não funcional.
Tórax: formado por 3 metâmeros: pró, meso e metatórax . O mesotórax é o mais desenvolvido e constituído por 3 regiões: pré-escudo, escudo e escutelo, sendo que a sutura que separa o pré-escudo do escutelo é chamada de sutura transversal.
O único par de asas origina-se no mesotórax e tem poucas nervuras longitudinais e transversais importante para a sistemática. O espaço entre duas nervuras é denominado de célula . No lado posterior da base da asa alguns dípteros possuem 1 ou 2 lobos chamados de calípteras, álulas ou
squamae. As asa metatorácicas são reduzidas e denominadas de balancins ou halteres.
As patas têm os tarsos formados por 5 artículos e terminando o último por 2 unhas, 2 pulvilos e 1 empódio. Os pulvilos são estruturas membranosas, semelhantes a almofadas e situadas sob as unhas e o empódio é uma estrutura situada entre as unhas.
Abdome: é constituído por 10 a 11 metâmeros mas apenas 4 ou 5 são visíveis. Os últimos segmentos sofreram modificações e comunicam-se com os órgãos genitais, formando no macho a genitália e na fêmea, o ovipositor.
Ciclo evolutivo:
Os dípteros são insetos de metamorfose completa à ovos, larva, pupa e imago ou adulto (Holometabólicos).
Oviposição: é realizada em diversos meios - águas paradas, matéria orgânica em decomposição, sobre vegetais, frutos e tecidos vivos do homem e dos animais.
Larva: é ápoda e realiza 3 ou mais mudas ou ecdises.
A larva pode ser de dois tipos:
Eucéfala - cabeça nítida e móvel, armadura bucal completa, com mandíbulas e maxilas providas de dentes quitinosos. Ex: mosquitos.
Acéfala - cabeça atrofiada e armadura bucal reduzida a 2 ganchos orais internos. Ex: moscas
Pupa: a da larva do tipo eucéfalo origina-se no interior da ultima pele larval e sai desta por uma fenda dorsal. É livre e móvel, tem a forma de vírgula, não se alimenta e é formada por cefalotórax e abdome curvo com 9 segmentos, tendo o último 1 par de nadadeiras. Ao final de sua evolução na água, a pupa, agora imóvel na superfície do meio aquático libera o mosquito através de uma fenda dorsal no cefalotórax.
A larva do tipo acéfala não abandona a última pele larval, que se quitiniza e forma um invólucro ovóide de cor castanha, o pupário, dentro do qual ocorre a metamorfose.
Imago: a forma adulta da larva do tipo eucéfalo surge do invólucro pupal por uma fenda dorsal em T e o da larva acéfala surge do pupário por uma fenda circular anterior.