Quando maduro era atado em molhos para ser conduzido à eira. Aí era
ripado para lhe separar as sementes. Depois de separado das sementes,
era novamente atado em molhos e lançado à água nos ribeiros e regatos,
para apodrecimento da casca exterior.Ao fim de três semanas de molho,
era retirado do água e estendido nas lameiras a secar ao sol. Depois era novamente conduzido à eira,
para libertar os fios internos da casca exterior, à força de
pancadas com o maço. Depois de maçado, o linho era espadado e sedado
a fim de separar a estopa do linho.
Depois a estopa e o linho eram fiados na roca e no fuso que mãos
ageis manobravam habilmente. Fiar a estopa era um trabalho
difícil por ser uma fibra mais grosseira e áspera. Acabada a fiação,
procedia-se ao arranjo das meadas com o auxilio do sarilho, onde se
enrolava os fios das maçarocas, à medida que ele rodava.
Terminada
esta tarefa, estendiam-se as meadas nas lameiras a corar. depois de
coradas, metiam-se numa barrela, feita num grande cortiço, envolvidas em
água quente e cinza. Tiradas da barrela, as meadas eram lavadas e
estendidas novamente a corar.
Depois de tecido o linho era novamente
lavado e corado.