Romance indianista. Iracema é uma índia tabajara que, ao ver Martim, um
branco de "cabelos cor de sol", atira-lhe uma flecha. Mas logo a seguir quebra a
flecha e salva-o, levando para a taba de seu pai, onde e é recebido e mostra
conhecer bem os índios.
Iracema e Martim se apaixonam, apesar deste
ter uma noiva lhe esperando. Apesar dos pretendentes e de Caubi, seu irmão,
Iracema e Martim fogem com a ajuda de Poti, um índio potiguara, amigo de Martim
e inimigo dos tabajaras. Eles se estabelecem perto do mar e vivem felizes no
começo. Um dia Iracema engravida e logo depois Martim vai à guerra e volta.
Meses mais tarde, deprimido e com saudades da terra, entristece
involuntariamente Iracema. Ele e Poti lutam mais uma guerra enquanto Iracema dá
a luz e é visitada por seu irmão, Caubi, que a perdoa. Quando Martim e Poti
voltam, Iracema morre e Moacir, seu filho, fica aos cuidados de Martim. O
romance é uma tentativa de criar uma lenda para a origem do Ceará, já que
Moacir, filho de Iracema e Martim, é o primeiro habitante do Ceará. A descrição
da terra é minuciosamente ufanista e as qualidades e linguagem indígenas lembram
as de cavaleiros medievais.